Saúde da Mulher: especialista alerta sobre a Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina e a importância da prevenção

  • 15/06/2026
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Saúde da Mulher: especialista alerta sobre a Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina e a importância da prevenção

Ginecologista esclarece sintomas, diagnóstico e tratamento da síndrome, além de reforçar a importância dos exames preventivos e do acompanhamento regular


Em entrevista ao programa Tarde Show, da Rádio Integração, apresentado por Gabriel, a ginecologista e obstetra Dra. Ritajaína de Lima Freitas, pós-graduada em Ginecologia Endócrina, trouxe importantes esclarecimentos sobre a saúde feminina, com destaque para a condição anteriormente conhecida como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que recentemente passou a ser denominada Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina.

De acordo com a médica, a mudança na nomenclatura reflete uma compreensão mais ampla da doença, que não afeta apenas os ovários, mas também está relacionada a alterações hormonais, metabólicas, dermatológicas e psicológicas. Por isso, o tratamento deve envolver uma equipe multidisciplinar, com acompanhamento de diferentes profissionais da saúde.

Entre os sintomas mais frequentes estão irregularidade menstrual, ausência de menstruação por períodos prolongados, excesso de pelos em regiões como rosto e abdômen, acne persistente, pele oleosa, queda de cabelo, dificuldade para emagrecer, resistência à insulina, manchas escuras na pele e alterações de humor, incluindo ansiedade e depressão.

A especialista destacou ainda que a síndrome pode comprometer a fertilidade devido à falta de ovulação regular. No entanto, ressaltou que nem todas as mulheres diagnosticadas apresentam dificuldades para engravidar. Em muitos casos, tratamentos específicos e mudanças no estilo de vida são suficientes para restaurar a ovulação e possibilitar a gestação.

Diagnóstico exige avaliação completa

A Dra. Ritajaína explicou que o diagnóstico não deve ser feito apenas com base em uma ecografia. É necessária uma investigação detalhada, incluindo histórico clínico, exame físico e exames laboratoriais.

Atualmente, o diagnóstico é confirmado quando a paciente apresenta pelo menos dois dos seguintes critérios: irregularidade menstrual, sinais de hiperandrogenismo (como aumento de pelos e acne) e alterações ovarianas observadas nos exames de imagem ou em marcadores hormonais específicos.

Ela alertou ainda que muitas mulheres receberam, no passado, o diagnóstico de ovários policísticos apenas por apresentarem alterações na ecografia, sem preencher os demais critérios necessários.

Tratamento é individualizado

O tratamento varia conforme as necessidades de cada paciente, mas tem como pilares a melhora da qualidade de vida, o equilíbrio hormonal e o controle metabólico.

Entre as principais medidas estão a adoção de hábitos saudáveis, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Dependendo do quadro clínico, podem ser utilizados anticoncepcionais hormonais, medicamentos para melhorar a resistência à insulina, indutores de ovulação e, em casos específicos, técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

Novidades nos exames preventivos

Outro tema abordado durante a entrevista foi a evolução dos exames preventivos do câncer do colo do útero. Segundo a médica, o tradicional exame preventivo está sendo substituído gradualmente pelo teste de DNA HPV, que identifica a presença do vírus antes mesmo do surgimento de lesões.

Apesar da ampliação do intervalo entre os exames em alguns casos, a especialista reforçou que a consulta anual ao ginecologista continua sendo fundamental para a avaliação completa da saúde da mulher.

Atenção aos sinais do corpo

A médica também destacou situações que exigem avaliação médica antes da consulta anual de rotina, como sangramentos irregulares, ausência de menstruação, dores pélvicas, cólicas intensas, corrimentos com odor forte, coceira, alterações nas mamas e sintomas relacionados à menopausa.

Ao encerrar a entrevista, Dra. Ritajaína deixou uma mensagem de conscientização às mulheres:

"Muitas vezes a mulher cuida de todos ao seu redor e acaba deixando a própria saúde para depois. Mas o corpo dá sinais quando algo não está bem. Dor, desconforto e alterações menstruais não devem ser considerados normais. Quanto mais cedo procurarmos ajuda, mais simples e eficaz tende a ser o tratamento."

A entrevista reforçou a importância da prevenção, do acompanhamento ginecológico regular e da busca por orientação médica diante de qualquer sinal de alteração na saúde feminina.

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