Diagnóstico precoce do autismo é essencial para desenvolvimento e inclusão, destaca especialista
- 14/04/2026
- 1 Comentário(s)
Em entrevista à Rádio Integração, psiquiatra explica sinais do Transtorno do Espectro Autista, formas de acompanhamento e reforça importância da informação, do acolhimento e do trabalho conjunto entre família, escola e profissionais de saúde
Em entrevista à Rádio Integração, o locutor Gabriel conversou com a psiquiatra Dra. Sâmara sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), trazendo orientações relevantes para pais, responsáveis e toda a comunidade.
Durante a participação, a especialista explicou que o autismo é uma condição do neurodesenvolvimento, caracterizada por um funcionamento cerebral diferente. Entre os principais aspectos, estão dificuldades na comunicação, na interação social e na forma como a pessoa percebe e responde ao ambiente.
Segundo a médica, os sinais podem ser percebidos ainda na primeira infância. Entre eles, destacam-se o pouco contato visual, a ausência de resposta ao próprio nome, atraso na fala, dificuldade para interagir com outras crianças, além de comportamentos repetitivos e maior apego à rotina.
Apesar disso, Dra. Sâmara ressalta que um único sinal não é suficiente para fechar diagnóstico. “É necessário observar um conjunto de características. Nem todo atraso no desenvolvimento significa autismo”, explicou.
A entrevista também abordou casos em que o diagnóstico ocorre mais tarde, na adolescência ou na vida adulta. Nessas situações, é comum que a pessoa busque ajuda ao perceber dificuldades em contextos sociais, acadêmicos ou profissionais.
Sobre o acompanhamento, a psiquiatra destacou que o autismo não tem cura, mas conta com intervenções que favorecem o desenvolvimento de habilidades e a autonomia. O atendimento costuma envolver uma equipe multidisciplinar, com profissionais como psicólogos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.
A inclusão escolar também foi tema da conversa. De acordo com a especialista, não existe um modelo único de ensino, sendo fundamental adaptar o ambiente às necessidades de cada estudante. O diálogo entre escola, família e profissionais da saúde é apontado como essencial para o sucesso desse processo.
Outro ponto destacado foi o aumento no número de diagnósticos. Segundo a médica, isso não indica necessariamente mais casos, mas sim maior acesso à informação e critérios mais amplos para identificação do espectro.
Para finalizar, Dra. Sâmara reforçou a importância de combater o preconceito e ampliar o conhecimento sobre o tema. “O autismo é uma forma diferente de perceber o mundo. Precisamos de mais empatia, apoio e menos julgamento”, afirmou.
A orientação é que pais e responsáveis acompanhem de perto o desenvolvimento das crianças e busquem avaliação profissional sempre que houver dúvidas. “Procurar ajuda não é exagero, é um ato de cuidado”, concluiu.
#Compartilhe






Paulo Becker
14/04/2026
A aceitação do autismo pelos pais é difícil! Mas deixar de acreditar nos profissionais conhecedores do assunto, é muito pior! Este tempo entre o diagnóstico e o aceitar a realidade, vai impactar diretamente mais adiante, para ambos, pais e filho (a).