Especialista esclarece diferenças entre menopausa e climatério e reforça importância do acompanhamento médico
- 27/03/2026
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Ginecologista destaca sintomas, impactos no organismo e opções de tratamento para garantir qualidade de vida às mulheres
A ginecologista e obstetra Ritajaína de Lima Freitas participou de entrevista no programa Tarde Show, apresentado por Gabriel, onde esclareceu dúvidas sobre o climatério e a menopausa — fases naturais da vida da mulher que ainda geram muitos questionamentos.
Logo no início, a médica destacou a diferença entre os dois conceitos. Segundo ela, a menopausa não é um período, mas sim um marco. “A menopausa é a última menstruação da mulher. Já o climatério é toda a fase de transição, que começa antes dessa última menstruação e pode se estender até os 60 anos ou mais”, explicou.
De acordo com a especialista, a menopausa costuma ocorrer entre os 40 e 51 anos, sendo a média no Brasil aos 51 anos. Essa fase é caracterizada pela queda do estrogênio, hormônio responsável por diversas funções no organismo feminino, como a saúde óssea, a regulação térmica, a memória e o bem-estar geral.
Com a diminuição hormonal, surgem os primeiros sintomas. Entre os principais sinais estão cansaço, falhas de memória (a chamada “névoa mental”), irregularidade menstrual, alterações de humor, queda da libido e ressecamento vaginal. Os fogachos — ondas de calor intensas — são os mais comuns e também os que mais impactam a qualidade de vida.
A médica ressaltou que esses sintomas, especialmente os fogachos, costumam ser os principais motivadores para a busca por tratamento. “Hoje temos a terapia hormonal, que pode ser indicada de forma individualizada, conforme a necessidade e as condições de cada paciente”, afirmou.
Ela também alertou que sintomas como ansiedade, insônia e cansaço nem sempre estão exclusivamente ligados ao climatério. “É importante avaliar cada caso. Muitas vezes há fatores emocionais, sobrecarga do dia a dia ou até deficiências nutricionais associadas”, pontuou.
Outro aspecto abordado foi o impacto do climatério no metabolismo e na saúde geral. O ganho de peso, especialmente na região abdominal, é comum, assim como alterações na pele e nos cabelos, além do aumento do risco de doenças como osteoporose e problemas cardiovasculares.
A especialista reforçou que a prevenção é essencial. A prática regular de atividades físicas, uma alimentação equilibrada e a ingestão adequada de cálcio são medidas fundamentais para reduzir os impactos dessa fase.
A saúde íntima também merece atenção. O ressecamento vaginal, por exemplo, pode causar desconforto e dor durante as relações, mas possui tratamento, como cremes específicos e terapias modernas.
Durante a entrevista, Ritajaína ainda alertou para o uso criterioso de hormônios. Segundo ela, a reposição deve ser feita com orientação médica, evitando o uso indiscriminado, especialmente de testosterona, que pode causar efeitos colaterais.
Por fim, a médica enfatizou a importância do acompanhamento ginecológico em todas as fases da vida. “Mesmo após a menopausa, a mulher deve manter consultas regulares. O cuidado contínuo é essencial para prevenir doenças e garantir bem-estar”, concluiu.
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